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As Artistas.

Tsuruko Uchigasaki

Graduação em Pintura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestrado em Teoria e História das Artes pela Universidade de Brasília. Desenvolve desde 1995 desenhos e  pinturas motivadas pelas formas da vegetação do Cerrado.

Mila Lima

Graduada em Licenciatura em Artes Visuais pela Faculdade Dulcina de Moraes. Desenvolve trabalhos experimentais com montagens fotográficas mesclando serigrafia e outras técnicas similares.

As obras.

Os desenhos de Tsuruko representam diferentes fases da interação artista/motivo perpassando desde a captação de formas direto no campo à apropriação abstrativa das mesmas em puros volumes e movimentos. Enquanto suas pinturas são as atuais experimentações com as cores puras.

Mila diz : ” o tecido é a escolha de uma identidade pessoal, uma metáfora”. A trama que os compõem permite constitui representações individuais da interação natureza/homem. Há certa cumplicidade com sua funcionalidade que proporciona essa intimidade pessoal.Pois tem na matéria a trama da composição, forma que alicerça o diálogo da sensibilidade humana com o processo criativo. Essa familiaridade com a matéria/tecido e o lúdico resulta na comunicação com o outro. O grafite representa uma predileção da artista como interação com o meio visual urbano. Apropria-se da imagem e as prioriza dando-lhes o sentido de localização e tempo.

Obras que serão apresentadas por Tsuruko Uchigasaki

Título: Verde-rosa

Técnica: pintura acrílica s/tela

Dimensão: 140 x 140 cm.

Ano: 2010

Preço: R$ 2,000,00

Título: Florada da Cagaita

Técnica: pintura acrílica s/tela

Dimensão: 140 x 140 cm

Ano: 2011

Preço: R$ 2.000,00

14 desenhos (Não estarão à venda)

Técnica: grafite sobre papel

Dimensões: variadas.


Obras que serão apresentadas por Mila Lima

título: 1-Revelação (Não está à venda/ acervo da artista)

Papel fotogr[afico, transparências encadernado

Ano: 2006

técnica: solarização

material: Papel fotográfico. Transparências encadernado.

Obra: Arredores (Estarão à venda durante a exposição)

4 painéis com dimensões de :

47 cm x 220 cm

47 cm x 220 cm

47 cm x 274 cm

30 cm x 490 cm

técnica: serigrafia, corrosão, tintas serigráficas, fotografias coloridas e preto e branco, sobre tecido de algodão

Galeria de Obras:

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Profa. Dra. Eva Pereira

O propósito do curso é traçar um panorama da literatura russa, desde o século XIX até o século XX. Para isso, serão estudados autores como Púchkin, Gógol, Dostoiévski, Tolstói, Tchekhóv, Górki, Bulgákov, entre outros, as relações de tais autores com a literatura ocidental, sua contribuição para a formação, o fortalecimento e a crítica da sociedade russa (posteriormente soviética), bem como os vínculos de tais aspectos com o realismo nas artes e na cultura daquele país.

O curso está distribuído em 12 encontros, a serem realizados às terças-feiras, das 20:00 às 21:30 horas, no Sebinho. O custo total é de R$ 600,00 (ou três parcelas de R$ 200,00), valor que inclui a distribuição de cópia de material (contos, ensaios, trechos de romance…) e a reposição de aulas individuais. O curso terá início no dia 15 de março de 2011.


 

INFORMAÇÕES:

evaleones@gmail.com

 

 

Fora dos dois grandes centros culturais brasileiros (Rio de Janeiro e São Paulo), os acervos de museus de arte contemporânea, analisados por Emerson Dionisio, formam um conjunto heterogêneo de instituições preocupadas com a memória das artes visuais em nove cidades brasileiras (Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Londrina, Olinda, Porto Alegre e Ribeirão Preto). O objetivo principal do autor foi comparar de que modo diferentes acervos de arte contemporânea são representados e divulgados no país.

A importância da abordagem residiu na comparação entre como museus públicos operaram a visibilidade de suas coleções de “arte contemporânea” nas últimas quatro décadas. Salões de arte, exposições, crítica especializada, arquivos, artistas, obras de arte são investigados pelo historiador na intenção de compreender todo um aparato institucional que produz e faz circular uma variedade de representações dos acervos estudados. Museus de fora evidencia como os processos de visibilidade da arte guardam algumas singularidades reveladoras, pois expõem um trânsito de representações institucionais e para-institucionais, que se movem para criar uma rede de legitimação da Arte Contemporânea, compreendida de modo diverso em cada comunidade artística pesquisada. Emerson Dionisio inscreve seu livro na intersecção entre diferentes áreas de conhecimento – História da Arte, História Cultural, Sociologia da Arte, Museologia e Patrimônio – transformando-o num estudo indispensável para se conhecer a história das artes visuais brasileiras em diferentes regiões brasileiras.

ASSIM SEGUIU

Por Kermerson  A. Macedo*

Tenho uma história para contar. Bom, não sei bem se pode ser considerada uma história ou apenas um relato, sabendo que não sei a mera distinção entre eles. Vou ficar com o relato.  Escolhas devem ser feitas. Aconteceu comigo há um tempo que não sou capaz de determinar. O tempo é indeterminado em muitos momentos de minha vida e em meu ser. Meu nome é Clara e devo ter aproximadamente 30 anos. Não sei ao certo. Idade nunca foi um interesse para mim. Hoje sou casada. Talvez já não seja mais. O nome de meu esposo é Bruno. Ele sempre foi muito gentil comigo. A verdade é que as pessoas a minha volta buscam sempre ser gentis comigo. Uma preocupação um tanto exagerada creio eu. Talvez não.

Aconteceu simplesmente. Simplesmente aconteceu. Eu ainda amo você. A história, digo o relato começou forte demais. Só que não consigo expressar o que está no fundo meu ser. É como se minha consciência ultrapassasse todos os meus conceitos reais. Como você não compreende? Você é o único ser que pode me compreender. Não! Não diga isso! Não reparta meu coração como se faz com qualquer alimento. Não amasse, não jogue fora. Não deflore o que resta do meu ser. Tudo bem. Estou bem. Sempre fico bem. Conhecemo-nos por acaso e nos separaremos por acaso? Sempre por acaso? Estou bem. Não estou bem. Posso fingir. Qualquer fingimento é demasiado ridículo. Acabou… Será?

Estou num quarto. Faz uns dias. Deixam-me escrever um período do dia. Não sei o que fazem. Não sei o que são. Quem são?! Não sei. Absolutamente dolorosamente amargamente pesadamente me deleito no mais profundo do meu âmago. Ainda escrevo porque ainda tenho forças. Só não leio, pois assim, perderei as mínimas forças que me fazem escrever. Queria sair. Queria andar. Queria ser livre. Mas, não posso. Estar aqui, simplesmente estar, supera qualquer entendimento. Supera qualquer sentimento.

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Por Ana Luiza Netto e Bruno Paranhos*

 


“Procurei sempre os caminhos mais curtos. Nas estradas que se abriram só há curvas onde as retas foram inteiramente impossíveis.

Evitei emaranhar-me em teias de aranha.

Certos indivíduos, não sei por que, imaginam que devem ser consultados; outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos.

Não me entendi com esses.

Há quem ache tudo ruim, e ria constrangidamente, e escreva cartas anônimas, e adoeça, e se morda por não ver a infalível maroteirazinha, a abençoada canalhice, preciosa para quem a pratica, mais preciosa ainda para os que dela se servem como assunto invariável; há quem não compreenda que um ato administrativo seja isento de lucro pessoal; há até quem pretenda embaraçar-me em coisas tão simples como mandar quebrar as pedras dos caminhos.

(…)

Não favoreci ninguém. Devo ter cometido numerosos disparates. Todos os meus erros, porém, foram da inteligência, que é fraca.

Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome.

Não me fizeram falta.

Há descontentamento. Se a minha estada na Prefeitura por estes dois anos dependesse de um plebiscito, talvez eu não obtivesse dez votos. Paz e prosperidade.

Palmeira dos Índios, 10 de janeiro de 1929”

 

O trecho acima é a conclusão do relatório oficial de prestação de contas encaminhado ao governador do Estado de Alagoas, em 1929, pelo então prefeito de Palmeira dos Índios, Graciliano Ramos. Segundo o neto do escritor, Ricardo Filho, o documento acabou chegando às mãos do poeta e editor Augusto Frederico Schmidt, que impressionado pela qualidade literária, procurou o autor para saber da existência de outros textos que pudessem ser publicados.

Nascido na cidade alagoana de Quebrangulo (assim mesmo, paroroxítona), em 27 de outubro de 1892, Graciliano Ramos permaneceu no cargo de prefeito até abril de 1930, quando renunciou. Seguiu para Maceió, publicando seu primeiro livro em 1933, “Caetés” (o romance que fora enviado a Schmidt), seguido de “São Bernardo”, em 1934.

Preso pelo governo Vargas em 1935, somente conseguiu publicar “Angústia” (1936) com a ajuda do amigo José Lins do Rego. Libertado em 1937, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, publicando “Vidas secas” em 1938.

Em 1945, ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil, à época sob o comando de Luís Carlos Prestes. Nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus, retratadas no livro “Viagem”, publicado postumamente em 1954. Ainda em 1945, publicou “Infância”, um relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952, vindo a falecer em 20 de março de 1953, aos 60 anos.

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A ideia surgiu de repente, entre duas brasilienses que costumam se surpreender com os trabalhos de quem está perto. Surgiu como um conceito pra ser explorado. E aí foi conversado. Depois de um tempo, aprimorado. Depois de um tempo, já tínhamos escolhido local e a maioria dos expositores. Depois de um tempo foi-se acrescentando palavras e música. Por mais que a ideia tenha ficado muito tempo marinando na tigela, saiu, seis meses depois. Queremos, aqui, apresentar trabalhos de arte, das diversas formas, de pessoas que começaram há pouco tempo. Coisas que estão surgindo. Que estão aparecendo em Brasília; entre tesourinhas e ruas sem esquina.

Quem vai expor:
Adriane Oliveira
Alexandra Martins
Breno Brito
Camila Antunes
Carol Stieler
Francis Espíndola
Heron Prado
Jean Peixoto
João Diniz
Julianna Motter
Liza de Lima
Marina Lara
Rafael Cangussú
Rafael Godoy
Raíssa Melo

Recital:
Julianna Motter
Marina Lara

Música:
Paola Lappicy
Clemente Dutervil
Eros Trovador
Andreia Nayrim
Eduardo Ubaldo


Informações: 84625426 (Marina Lara)

Texto por Nanda Silva*

A ideia de fazer retrospectivas é quase automática. Contabilizar os pontos mais marcantes que passaram. Lembrar bons momentos. Durante o ano de 2010, no Sebinho, presenciamos a criação do Grupo de Leituras, um grupo de colaboradores, clientes e amigos da loja que se interessam por ler e discutir obras literárias.

A primeira obra selecionada para a discussão foi; “Coração das Trevas” do autor clássico Joseph Conrad. Ao final do encontro elegemos um título da literatura brasileira, Os Ratos, de Dyonélio Machado , para ser discutido no mês seguinte. Desde o primeiro momento conseguimos retirar muitas ideias e boas interpretações durante as nossas discussões, apesar de em vários momentos, como na conversa sobre “Os Ratos”, estarmos divididos entre duas alas distintas: os que gostaram e os que não gostaram do livro.

Os outros títulos escolhidos, sendo as pessoas presentes nos encontros que sugeriam os títulos que eram selecionados através do sorteio, foram: “O conto da ilha desconhecida” de José Saramago (escolhido sem o sorteio, por ser uma espécie de homenagem em memória ao brilhante escritor português falecido em 2010), “Lavoura Arcaica” do brasileiro Raduam Nassar, “Se um viajante numa noite de inverno ” do italiano Italo Calvino e Madame Bovary, o clássico da literatura francesa, do escritor Gustav Flaubert.


Com o tempo o grupo foi crescendo, recebendo com todo o prazer mais dos nossos colegas de trabalho e amigos, que se juntaram nessa nossa nova experiência, fazendo toda a diferença.
Um dos nossos encontros contemplou três escritores, pois analisamos três contos: “O Espelho” de Guimarães Rosa, “O Espelho” de Machado de Assis e “O Espelho e a Máscara” de Jorge Luís Borges. Este mostrou-se um encontro riquíssimo para nossa discussão, já que tínhamos “em mãos” textos tão brilhantes da nossa literatura e da literatura latino-americana.

O último encontro, e não podemos deixar de salientar, pois tivemos a análise mais difícil, porém não menos prazerosa; foi o realizado no mês de dezembro e que contemplou o livro “Orlando” da incrível escritora inglesa Virgínia Wolf.

No final, em clima de retrospectiva, concluímos que nosso “empreendimento cultural” se revelou um ótimo momento que temos juntos e em que podemos aprender mais e conhecer mais sobre uma que, indiscutivelmente, é nossa paixão: livros, literatura.

Encerramos o ano com ótimas lembranças e a certeza de que no ano que se inicia continuaremos a nos encontrar e conversar sobre o que há de melhor da literatura universal.

Nosso próximo encontro, inclusive, está marcado para o dia 29 de janeiro de 2011 e a obra contemplada será “São Bernardo” do brasileiro Graciliano Ramos.
Convidamos todos a participar e destacamos que o Sebinho pretende se mobilizar no mês de janeiro para destacar um pouco mais da vida e obra deste nosso grande escritor.

Desejamos a todos um ótimo ano novo para todos, que ele nos traga ótimas leituras e bons momentos juntos!

Boa Leitura e até breve

A Nanda trabalha no Sebinho, e gosta tanto de estar entre livros que, terminado seu horário de trabalho, senta-se diariamente no Sebinho Café com os colegas para conversar sobre o tudo e o nada. Graduada em Fisioterapia agora enfrenta sua nova gradução em Letras, ou seja, ela será “letreira”, além de se esforçar ao máximo para que todos leiam  o “Morro dos Ventos Uivantes”.


A Thesaurus Editora de Brasília e a Associação Nacional de Escritores têm o prazer de convidar para o lançamento do Livro



Nos encontros de gente ligada em blogs e tecnologia, os homens são esmagadora maioria. As poucas mulheres que se aventuram sentem-se, às vezes, tímidas demais para darem pitacos; outras tantas nem aparecem.

Pensando em colocar a mulherada na roda, Lucia Freitas lançou a ideia de um encontro só para blogueiras. Em agosto de 2008, aconteceu o primeiro LuluzinhaCamp, em São Paulo. Desde a origem, a Nospheratt propôs mini-encontros para quem não pudesse ir a São Paulo; esses mini-encontros converteram-se nos LuluzinhaCamps regionais, que hoje acontecem em oito cidades (e o número cada vez aumenta mais). Brasília foi a pioneira dos luluzinhas regionais, pelas mãos da Srta. Bia e da Lu Monte.

A ideia inicial foi expandida: hoje, o LuluzinhaCamp não abrange somente mulheres blogueiras, mas todas as “interneteiras” – as que compartilham seus pensamentos no twitter, suas fotos no flickr, interagem por listas de discussão e por aí afora. O importante é gostar de internet e ter vontade de trocar ideias sobre todo e qualquer assunto: de tecnologia a esmaltes, passando por fotografia, artesanato, empreendedorismo e tudo o mais que nos interessa. Dois traços estão presentes em todos os eventos: a preocupação com a sustentabilidade e o chamamento a alguma ação social.

Para participar, é só chegar! O Sebinho nos recebe de braços abertos desde a quinta edição, e você pode aproveitar para saborear os pratos e drinks do Café e passear entre um belo acervo de livros, quadrinhos, cds e dvds. Nosso próximo encontro – o oitavo – será no dia 27 de novembro, entre meio-dia e seis da tarde, e você está convidadíssima!

Quer saber mais sobre esse movimento? Visite o site do LuluzinhaCamp!

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